Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

pobre alma

do teu fel faço mel
como nunca provarás,
ao azedume desses dedos
arranco as minhas forças,
dou à luz estas raízes,
abraço os cometas
e dou-me toda,
dou-me toda - vês? -
por inteiro,
como virás aqui ler,
repetidamente...
deleita-te, pobre alma,
com esta casa ensolarada,
não te vás com essas mãos
gretadas de amargura,
toma um beijo suave
para te adoçar o vazio...
não tens culpa,
não tiveste foi sorte!

12 comentários:

Graça Pires disse...

"não te vás com essas mãos
gretadas de amargura,
toma um beijo suave
para te adoçar o vazio..."
Quem poderá recusar?
Um beijo

alice disse...

tive sim a sorte de te ler assim por inteiro. um grande beijinho *

Vieira Calado disse...

A força interior e a compreensão estão patentes neste seu poema.
Desejo-lhe um a boa semana.
Bjs

irneh disse...

Olá Joana

Vim visitar-te e aproveito para levar o teu "beijo suave/para [me]adoçar o vazio..."
Obrigada

© Piedade Araújo Sol disse...

não tens culpa,
não tiveste foi sorte!

quantas vezes dizemos estas palavras...tantas!

muito bom o teu poema.

beij

São disse...

Bom texto.
Abraço.

TCHI de Tchivinguiro disse...

É no azedume tornado brandura que encontras ânimo…

Também, por isso, te entregas por inteiro.

A sorte espreita-te querendo chegar-te e ficar, ficar sempre contigo.

Beijinhos.

maria m. disse...

um poema de grande generosidade.
um beijo.

Ad astra disse...

e o vazio, assim amarga nenos...

Um beijo, sim?

un dress disse...

ah sim vejo claramente visto.

lindo esse dar...








beijO

~pi disse...

fico a pensar se a sorte é... a vontade...??






~

rosasiventos disse...

smoke gets in

your

eyes!? :)