Domingo, 18 de Maio de 2008

e a guerra tem nome?

o silvo das balas.
e na ponta vai escrito:
não há Deus para ti!
são tantos, tantos, tantos
os gritos das memórias
que se esfumam
demasiado cedo.
explodem as minas,
decepam os membros,
ceifam peitos singulares.
arrogância, ignorância.
RAIVA!
submersos nas trevas,
condenados à eternidade,
esquivam-se à dor
de ser Pessoa
fora da escuridão.
porque dói! dói!
e os olhos brilham
nos murros e pontapés,
brilham no vazio
que a arma oferece,
brilham no inferno
que arde na imundície,
e os olhos néscios,
e os olhos cegos,
e o deserto que se estende
e nos lambe sem piedade
e apaga o lume...
como se nunca
tivéssemos existido.
e o fim e o começo.
e as escolhas nos dedos
que burilamos como se...
houvesse todo o tempo do mundo!
o silvo dos pensamentos.
e na ponta vai escrito:
...

1 comentários:

Ad astra disse...

como se nunca tivessemos existido.

Gostei mesmo!

Beijinho