sou a herege maldita,
clamor inaudível de trevas,
cegueira da vela apagada
no sopro da porta fechada,
acólita do funesto punhal
no silêncio pecaminoso,
assassina do fulgor da luz
na insídia da traição.
chamo-me fome.
Segunda-feira, 10 de Março de 2008
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18 comentários:
Herege maldita. Deveria ser para sempre extinta.
Beijinhossss
da fome; um beijo
maldita sim esta fome...sofialisboa
Excelente poema. Como o anterior. Não consigo decidir se gosto mais do teu registo poético ou em prosa. Vou pensar nisso... :)
a fome, bem retratada...
uma descrição autêntica, querida joana. um grande beijinho.
sou inevitável!!?
olá sophiamar,
:) obrigada pela visita. e devia, pois devia... um beijinho.
olá jar,
obrigada pela visita e pelo comentário.
olá helena,
obrigada pela visita. um beijo.
olá sofia,
obrigada pela visita, sofia. e pelas tuas palavras.
maria laura,
;) é como te toque mais na alma... um beijo grande. muito obrigada.
Piedade,
obrigada. um beijinho.
querida alice,
um grande beijinho. obrigada. :)
linda un dress,
sou ...das coisas mais desumanas que existem à face da terra... um beijo
Vim através das pegadas que deixaste na minha encosta.
Parabéns pelo blog e por este excelente poema.
Um beijo.
olá Ana,
Muito obrigada. Pelas palavras. Pela visita. Um beijo.
exprimes bem essa condição mísera que é a fome.
linda maria m.,
quando és "entoada" ainda brilhas mais ;). um beijinho.
e não há nada que me trave?
Excelente.
Muito bom, mesmo.
CSD
olá pin gente,
por vezes, parece que não...
olá Cláudia,
obrigada pela visita e pelas palavras.
A fome mata também a dignidade, o amor-próprio. Antes de matar o indivíduo, animaliza.
E, de alguma forma, todos nós a criamos.
olá rodolfo,
todos nós a criamos. isso é verdade! infelizmente... um abraço. obrigada pela visita.
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